Faça uma pose para 2012
Afinal 2012, o que se esperar? Sentado? Ou ao lado de um barranco. Oras, se o mundo vai acabar Pelo menos todo mundo morre encostado. Que canseira hein? Quanta asneira... Não dá para ficar esperando o fim do mundo. Acaba não mundão. Vamos que vamos. Bem, que se sabe, tudo acaba todo dia. A esperança vã, as bolhas de sabão, Tudo que é sim acaba com o não E tudo que é não acaba com o sim Simples assim, Como o alvorecer, meio dia Entardecer, anoitecer, Virar a página, Lembrar, deixar para trás, Ir, alcançar, seguir. Pare! Faça uma pose: - Xisssss Que venha 2012.
Escrito por marcool às 00h38
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PAPEL DE PRESENTE
Um papel de presente, para embrulhar uma lembrança. E o papel da lembrança é se fazer presente, não passar em branco. Uma lembrança Para não esquecer que o hoje em branco, não deixa lembranças. Viver : o presente.
Escrito por marcool às 09h10
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Pote de Ouro
A Lua nasce no mar,
Vermelha.
Como sol quando vai-e-vem.
Mira-se o horizonte:
Encontra-se o dourado.
Escrito por marcool às 22h25
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Aquecimento Global
Se é inevitável o aquecimento global, então faça sua parte: Não eleve ainda mais a temperatura: Não esquente a cabeça.
Escrito por marcool às 22h21
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AUTO DE NATAL - MONTE PASCOAL
Passei o natal na estrada, BR101. 101 são as contas do colar de Buda, Viajar é uma meditação, A paisagem passa, mira-se as distâncias, pensamentos vão ao vento. Caminho e destino se confundem, assim como meta e objetivos. Ir.
Escrito por marcool às 21h04
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AUTO DE NATAL - MONTE PASCOAL
Escrito por marcool às 20h56
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bienal ou hibernal de artes
Hoje fui à Bienal de Artes de São Paulo. Última semana, perto do natal, não custava dar uma passada: é grátis. Sob o tema de estamos todos juntos, a mostra engajada revela sim que estamos todos juntos no fundo do poço. Dada à profusão de vídeos-instalação, cheias de Tv´s telas planas, mais parecia grandes magazines, passando vídeos experimentais vindos do Youtube. Ao tema faltou inspiração, tecnologia e ecologia. Afinal só estamos todos juntos na internet, na rede. Só estamos todos juntos embaixo do buraco de Ozônio, dos cataclismos naturais. Sobraram banalidades. Faltou vontade. Não vi um computador sequer, que trouxesse interatividade, da arte enquanto ela é feita. A arte instantânea. Que nada, sobrou descartabilidade, ops, des_c_arte_bilidade. Talvez, sobrem apenas dez, as artes de verdade. Mas, o que é arte de verdade? Vamos a elas: A cidade de açúcar com prédios do mundo todo já está maculada em sua brancura pela poluição. Doce ilusão. Uma instalação num quarto escuro, aberto ao meio e nas duas paredes a imagem de um barco içado em terra. O vídeo balança como o mar, o barco está em terra, o barulho é de avião e estamos apenas de passagem. Mexe com todos os elementos e sentidos de forma simples. As espátulas de pedreiro formando geometrias remetem à construção das cidades: “ta vendo aquele prédio seu moço, ajudei a construir...” As esculturas em osso, os santos transpassados por baratas, cobras e escorpiões de certo argentinos, mexem com o que há de fé, ferro e osso. A casa virada de um americano doido remete que realmente a utopia de todos juntos é perna pro ar. Um guarda-chuva, dois, três em seqüência, pendurados, mostram que tanto a arte, quanto an umbrela, são descartáveis, esquecidas... O que me chamou atenção foi o trabalho que fizeram em dissecar a casca de uma árvore inteira, deitada ao chão, é algo de sentir na pele. Os pães italianos com bandeiras carecem ainda de copos de vinho e de uma Santa Ceia da Onu : Bônus de Carbono...Outra instalação que chamou atenção foi o pequeno quarto decorado com quadros de grandes viadutos e alças viárias. Tão íntimo e ao mesmo tempo tão impessoal. Ao trânsito, que nas grandes cidades, é onde mais estamos juntos, uma vez que não se encontrou uma maneira de passar por cima, pouca coisa foi fonte de inspiração. Os pratos-feito: Rio, Salvador, Havana, México e Salvador, mostram que na arte, assim como na vida: saco vazio não para em pé e cada um a sua maneira. Tem que ter, pero no mucho. Pouco fica na memória, muitas são as caras de hanhan, sim, saquei o que o artista quis dizer, saindo sem entender. A arte indaga, entrega. O mural chinês, com ficha de pessoas, suas fotos, formando um xadrez com desenhos em branco vermelho colore de globalização o fundo da visão. Várias colunas, imitando as colunas do prédio da Bienal, são umas pequenas florestas, que deveriam estar sim ladeadas pelos vasos de palmeirinhas embaixo de luz artificial. O vídeo de um menino correndo, que vê feito voyers, através de frestas na madeira: onde é que vai dar. Numa dessas salas escuras, tem o depoimento dos catadores de lixo reciclável de São Paulo, que eu não vou nem julgar se é arte: é uma arte de sobreviver: a arte recicla a vida ou a vida recicla a arte. Um pouco escondido num canto, vários casacos de couro, estilo motoqueiro com frases de efeito. Numa delas uma frase mais ou menos assim: Em terra de ladrão, quem rouba mais é presidente. É, estamos todos juntos realmente, no fundo do poço seu moço. Descarte a arte que imita a vida, recicle, ou espere o ciclo do circo passar.
Escrito por marcool às 00h48
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O Catador de Papelão. Carros, caos, trânsito, sinal. Tudo parado sob a garoa fina. Gotículas de chuva tingem de brilho o pára-brisa no instante lapso do ir e vir do limpador. Buzinas. Entardecer em São Paulo. Retorno do trabalho, helicópteros dando as últimas informações ao vivo da cidade. A rádio ligada na última notícia, na penúltima, na antepenúltima... À frente no meio dos carros, um catador de papelão. Reciclar é viver. A vida dele depende totalmente da sociedade de consumo. O papelão que protegeu a nova TV de plasma vai ser mais um pouco de peso, que no montante resulta em tostões. O que foi embrulho vai virar comida. O que embalou a mudança vai virar peso na balança. São tantos papelões nesta vida. São tantos papéis, que não faltam personagens. Quantos serão os sonhos envoltos em papelão que a dura realidade não fara força para descobrir. Quantos serão os papelões que por mais boa vontade que se tenha a realidade não vai encobrir. O catador de papelão vai pela cidade puxando seu carro de mão. Em cada esquina mais uma pilha. “Este lado para cima. Cuidado Frágil. Empilhamento máximo de quatro caixas. Não pise.” As frases desconexas, em cada pedaço, por mais que se juntem, não trazem a tradução de um enigma ou a solução do quebra-cabeça. Talvez, seja próprio desta cidade. Vou acompanhando o esforço do catador. Somos ao mesmo tempo a matéria e a miséria de todos os lixos. Cartas, cartéis e cartolinas. No meio dos papelões surgem cartazes de propaganda. Se vendeu o peixe ou não, entrou no mesmo feixe. Não sei na verdade quem faz o traballho sujo. Quem está colaborando com o planeta em sua cota de carbono, quem é rei, quem é abandono. O trânsito flui, o pensamento pára, levo uma buzinada. Tem alguns papelões que não servem para reciclagem – Ainda bem.
Escrito por marcool às 01h43
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A internet me liga ao mundo Fio Frio... São tantas as opções... Que não olho do lado. Sigo vidrado. Vidro, ledo engano. Ainda não sou divino, Nem alado. Conviver ainda é mais importante, que estar plugado.
Escrito por marcool às 00h49
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DEIXADO AOS RAIOS
DE SOL,
DE SOU,
DE EGO.
DEIXADO ASSIM,
SEM SOSSEGO.
Escrito por marcool às 23h38
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Consumo o mundo do consumo, com o sumo do suór e sorte de achar. Consumo o assunto, Sento e vejo a Cena, Mas, é comercial. Mudo de canal.
Escrito por marcool às 23h59
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Sei ou não sei, eis a questão.
Não sei quanto peso, quando penso. Não sei quanto penso, quando peso. Não sei quanto intenso, quando rezo, Não sei quanto rezo, quando intenso. Não sei quanta pressa, quando passo, Não sei quantos passos, quando a pressa. Não sei quanto amor, quando da dor, Não sei quanta dor, quando do amor. Não sei quanto sei, quando sei, Quando sei, não sei quanto. Calcular ou viver? Ou Viver para calcular?
Escrito por marcool às 23h47
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T O R R E S G Ê M E A S Capitalismo Selvagem & Bárbarie Mídia & Banalidade Prepotência & Fanatismo Estar Certo & Deserto O Guardião & O Radical Morte & Suicídio Guerra & Terrorismo Império & Impropério Medo & Ameaça Ficção & Fixação CAOS & CAOS PERDA & PERDA O mesmo sol,o mesmo DEUS e a mesma terra, quando um não quer paz, dois querem GUERRA.
Escrito por marcool às 00h39
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SER Ser ente, Ser mão, Ser mente, Ser tão... Semente, Ser irmão, Sertão... Somente
Ser gente.
Escrito por marcool às 23h35
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A outra face da Alface
“ não como cadáver, por isso sou vegetariano.”
Autor vegetariano desconhecido. A horta estava viçosa. Também pudera: esterco do curral da fazenda. Uma regada religiosa todo final da tarde. Uma pequena ajuda da química através do composto NPK 10-10-10. Enfim, era tudo o que uma alface poderia desejar da vida. Isto sem contar, que as ervas daninhas eram arrancadas sistematicamente. Apesar da constante companhia de caramujos – ah pobres gosmentos – e das minhocas – estas fazem cócegas e arejam as a raízes. Perfeita paz. O sol dava consistência e energia à troca constante de devolver ao ar todo o oxigênio, entre a fotossíntese e a fofoca, numa convivência pacífica.” Clorofila por que qui-la” ia crescendo. Mas como tudo não são flores até para uma alface, chega o dia do "alfacídio". Mal secava do orvalho matutino e de repente não sentiu mais as raízes fincadas, no chão. Não sentiu nem mais as raízes, perdeu o chão. Num lance rápido, passaram a faca. Nem deu tempo dela gritar : - Ora Húmus, ora humanos.... E o que era uma viçosa alface, agora agonizava, numa torrente de água. Sem respirar foi perdendo a vida. Morreu estrebuchada numa bonita salada. Em seu leito fúnebre, foram despejados um tomate esquartejado – pobre coitado – e alguns óleos, vinagres e sais que pareciam fazer parte do ritual. Alface a Coisa Certa.
Escrito por marcool às 23h41
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